Para alinhar o entendimento, devemos recordar que o IBM Rational Team Concert (RTC) faz parte da plataforma Jazz e é uma ferramenta com três vocações:

- Gerência de Configuração
- Gerência de Mudança
- Integração Contínua

Através de recursos colaborativos inspirados em redes sociais, ele tem se tornado a peça fundamental no ambiente de desenvolvimento de software de muitas empresas.

De forma não-intrusiva, o RTC consegue fornecer visões de como está o andamento do trabalho dos projetos, o que é fundamental para toda a equipe. Para os desenvolvedores, recursos como controle do código fonte, integração contínua, rastreabilidade de artefatos com tarefas, controle de defeitos e solicitação de mudanças, integrados em uma única ferramenta, têm se mostrado fundamental para melhoria na qualidade do trabalho, mais produtividade e menos problemas com integração de ferramentas. Usando estes mesmos recursos de colaboração, painéis, gráficos e planos de trabalho, gestores conseguem visualizar o andamento do trabalho e a velocidade do time. A transparência ajuda a levantar possíveis riscos e planejar/replanejar o trabalho com mais eficiência.

Da perspectiva das metodologias de desenvolvimento de software, o RTC pode ser usado tanto na gestão de projetos ágeis quanto dos tradicionais ou processos customizados. Todos estes recursos disponíveis no RTC fazem parte da suite ALM (Application Lifecycle Collaboration) da IBM, que é apontada como líder de mercado pelo Gartner (Novembro de 2010).

De olho nestas vantagens, existem muitos clientes implantando o RTC para melhorar seus ambientes de desenvolvimento de software. Muitos deles, já na fase de rollout, estão criando novas áreas de projeto diariamente a partir de templates de processo pré-definidos. Um template de processo nada mais é do que um conjunto de configurações que podem ser reutilizadas na criação de novas áreas de projeto. Esses recursos são excelentes, mas ainda existe um problema: como adicionar melhorias nos tais templates de processo e ao mesmo tempo replicar essas configurações para áreas de projeto antigas que não são mais afetadas pelo template?

Existem duas boas soluções de como centralizar as configurações e minimizar a quantidade de trabalho manual:

- utilizar a Área de Projeto Master
- utilizar um plug-in para a ferramenta chamado “RTC Sync Process Configuration”

Acabei de publicar um artigo no developerWorks sobre esse tema, e que explica detalhadamente como funciona cada estratégia, além das vantagens e desvantagens de cada uma.

Neste artigo você também poderá baixar o plug-in “RTC Sync Process Configuration”.

Para saber mais acesse:

https://www.ibm.com/developerworks/br/local/rational/dw_sync_process_configuration/index.html

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O que o RTC 3.0 pode fazer por você

Bruno Braga on November 29th, 2010

Para quem ainda não conhece, o IBM Rational Team Concert (RTC) é uma ferramenta para gestão do ambiente de desenvolvimento de forma colaborativa e pode ser usada tanto com desenvolvimento tradicional quanto com desenvolvimento ágil.

O que a ferramenta faz na prática é combinar recursos de gerencia de defeito (bug tracking) com gestão de mudanças, com planejamento e gerenciamento de projeto, com controle de versão (SCM) e com integração contínua – tudo isso em uma única solução sem necessidade de integrações, configurações complicadas e investimentos adicionais.

Além de um grande número de features, a simplicidade, usabilidade e performance foram as prioridades da IBM neste projeto comandado por Erich Gamma e lançado em 2008. Em 2010 foi eleito pela Forrester Research Inc em sua pesquisa “Agile Development Management Tools” como a melhor do mercado em número/qualidade das features (current offering). Segue abaixo uma cópia da pesquisa para consulta:

ftp://public.dhe.ibm.com/common/ssi/ecm/en/ral14023usen/RAL14023USEN.PDF

O detalhe é que a versão analisada pelo Forrester foi o RTC 2.0. Agora (dia 23/11) foi lançamento a versão 3.0 com muito mais features e diferenciais estrategicos e de negocio para os usuários. Segue abaixo um resumo das principais novidades:

  • Distribuição e Licenciamento:
    A forma de distribuição da ferramenta foi alterada. Agora não é mais necessário pagar pelo server. Ou seja: comprando 10 licenças de usuário você pode ter até 10 servers. Essa flexibilidade permite criar ambiente de treinamento, homologação e produção para o RTC sem custos adicionais.
  • Versão Gratuita com mais funcionalidades:
    Até o RTC 2.x a distribuição era dividida em Express-C, Express, Standard e Enterprise. Cada uma com um conjunto de funcionalidades diferentes. Na pratica o Express-C (versão gratuita até 10 usuários) era a versão mais simples e não possuia muitos recursos de customização por exemplo. Agora não existe mais versão de RTC Server e a lista de funcionalidades está associada ao tipo de licença de usuário ao invés do tipo de server. Com essa mudança os “Free Developers” tem acesso a maior parte das funcionalidades da ferramenta sem custo!
  • Gerenciamento de Projetos:
    Houve uma mudança de estrategia / escopo dos produtos e as principais features de gerenciamento de projetos formais (não-ageis) que estavam no RPC (Rational Project Conductor) foram incorporadas ao RTC. Com isso o RTC 3.0 possui gantt chart, dependencia entre tarefas, restrições, alocação de recursos, time tracking, gerenciamento de riscos entre outros recursos que já estavam presentes no RTC 2.x.
  • Nova Interface WEB:
    A interface WEB que já era excelente foi melhorada. Os pontos positivos foram mantidos mas foi adicionado mais flexibilidade em personalizações como menu customizável e gadgets OpenSocial. Além disso o carregamento via interface web ficou mais leve com melhoras notáveis nos planos do projeto.
    Essa reestruturação serviu também para implementar novos recursos na interface web que até então estavam disponíveis somente via interface Eclipse.
  • SCM Distribuído:
    Muitas empresas tem a necessidade de dividir o desenvolvimento de software com parceiros e fábricas externas. Com o SCM distribuído isso ficou mais fácil. Agora é possível armazenar os artefatos no SCM de um RTC local e depois sincronizá-lo com um RTC remoto.
  • Suporte ao Visual Studio Melhorado:
    Vários recursos avançados foram implementados para o Visual Studio que está mais alinhado com os recursos presentes no Eclipse. Outra melhora considerável é o suporte ao Visual Studio 2010.
  • Mais Integrações e Suporte ao Legado:
    A solução de integração do RTC 1.0 com ferramentas legadas era exclusivamente via connector que na prática é um duplicador de dados automatizado. Na versão 2.0 surgiu o brigde que estabelece um link entre dados do RTC e ferramentas externas sem a necessidade de duplicações. Na versão 3.0 as ferramentas passaram a utilizar melhor o bridge com links bidirecionais e a suporte a mais ferramentas legadas / versões.
    No Brasil grande parte dos clientes de ClearCase usam ClearCase Base ao invés do UCM e a integração com ClearCase Base agora é suportada. Além disso falando de produtos Rational, as integrações com Rational ClearQuest, Rational Synergy e Rational Change sofreram melhoras significativas.

O RTC faz parte do projeto Jazz (jazz.net) que é a plataforma de integração de ferramentas de desenvolvimento lançado junto com o RTC. Vale lembrar que este projeto seguiu o sucesso e experiencia da IBM no projeto Eclipse. Através do jazz.net você pode: interagir com a comunidade, deixar sugestões de melhorias, reportar defeitos, discutir com os desenvolvedores, baixar o código fonte e versões free, estudar a arquitetura do produto e o padrão aberto OSLC, acessar o roadmap das novas versões, enfim participar do desenvolvimento colaborativo da única plataforma ALM aberta do mercado.

Isso é um pouco do que o RTC pode fazer por você e sua equipe. Descubra mais em:
http://jazz.net/projects/rational-team-concert

Conheça e acesse este conteúdo também no blog da IBM Rational: http://bit.ly/dRDILC

Esse blog estava meio parado desde que comecei a viajar muito e ficar sem tempo. Mas vou postar aqui alguns tópicos que postei no blog da IBM Rational para começar a movimentá-lo novamente =)

O projeto Eclipse (eclipse.org) foi originalmente criado pela IBM em 2001 e tem desde então recebido cada vez mais apoio de empresas e comunidades de software livre.
Com o sucesso desse modelo de desenvolvimento envolvendo simultaneamente empresas e comunidade, em 2004 foi criada uma entidade independente chamada Eclipse Foundation. Essa entidade tem até hoje o objetivo de preservar a independencia do projeto Eclipse de desejos da empresa A ou B, dando voz a todos o envolvidos.
Os resultados são expressivos. Há algum tempo temos o Eclipse como base de ferramentas IBM e vários outros players, sem falar em projetos da comunidade.
Tudo isso tem feito o Eclipse evoluir muito rápido gerando beneficios para todos. Neste sentido, uma feature nova não é importante apenas para o software eclipse que baixamos do eclipse.org, ela gera valor para software livre e comercial e mais ainda para você usuário de alguma dessas ferramentas.

Já que o Eclipse é tão importante por ser a base de outros softwares, quais são suas tendências e o que está por vir para beneficiar nosso dia a dia?
Olhando o presente, o Eclipse 3.6 lançado recentemente provavelmente vai ser a utilizado em ferramentas Rational que serão lançadas em 2011. Essa versão possui uma série de pequenas melhorias em cima de uma base consolidada. Mas para falarmos de tendencias temos que olhar mais a frente.

Conhecendo o Eclipse e olhando para o futuro é fácil prever que: as ferramentas que serão lançadas em meados de 2012 e que talvez nem começaram a ser projetadas vão ter sua interface visual “repaginada” com um design similar a imagem abaixo.

Esse é um print do Eclipse 4 para “Early Adopters” que acaba de ser liberado. Basicamente essa é uma versão inicial do Eclipse 4 direcionada apenas para que desenvolvedores de plug-ins comecem a adaptar suas extensões para essa nova versão do Eclipse.

Ainda pensando em interface visual, este novo Eclipse vai suportar temas baseados em CSS, maior customização de widgets (campos e componentes visuais) e a tendencia é que cada aplicativo baseado nesta IDE tenha cada vez mais uma identidade visual diferenciada. Em alguns casos a primeira vista possivelmente nem vamos perceber que o software que iremos utilizar tem por trás uma solução tão madura e cada vez mais customizável.

Por falar em Eclipse, não foi atoa que seu modelo de desenvolvimento foi escolhido pela IBM para ser a base de outro projeto – http://www.jazz.net onde encontramos o Rational Team Concert, Rational Quality Manager, Rational Requirements Composer, entre outros que tem seguido o mesmo caminho de sucesso.

link original: http://bit.ly/go5qIB

Smart Work e Sr. Ping

Bruno Braga on September 16th, 2009

Smart Work

A IBM está lançando uma iniciativa chamada Smart Work que visa criar um ambiente de trabalho melhor para as pessoas e organizações, com mais produtividade, agilidade e colaboração.
Na prática um dos pilares desta iniciativa é o desenvolvimento ágil.

Veja alguns trechos da chamada:

“O mundo dos negócios muda rapidamente, e somente serão bem-sucedidas aquelas pessoas e organizações que respondam a estas mudanças de maneira ágil e eficaz. Para otimizar o desempenho da sua empresa, não é necessário trabalhar mais ou fazer maiores despesas em recursos, mas sim trabalhar de modo mais inteligente. O trabalho mais inteligente cria um ambiente de negócios colaborativo e conectado, que dá poder às pessoas e foi criado para enfrentar as mudanças.”

“Para a IBM, trabalhar de forma mais inteligente significa atuar em um ambiente de negócios colaborativo e conectado, que capacita as pessoas e é orientado à mudança.”

Para participar desta iniciativa e discutir sobre o assunto durante 72 horas com outros lideres se inscreva no endereço abaixo:

http://www-01.ibm.com/software/solutions/smartwork/virtual

Sr. Ping

Falando em ambiente colaborativo, a campanha do Sr. Ping sobre plataforma colaborativa Jazz da IBM está voltando e com novidades.

Agora ela fala sobre um ambiente colaborativo ALM (Application Lifecycle Management) através da integração do Rational Team Concert (RTC) com outras ferramentas como o Rational Requirement Composer (RRC).

Case Study mundial de IBM Rational Team Concert

Bruno Braga on September 8th, 2009

A GlobalValue (GVS), já era referência no Brasil sobre IBM Rational Team Concert (RTC), e a poucos dias atrás concluímos mais um passo desse trabalho. O pessoal da IBM internacional gostou da nossa implementação e agora somos Case Study mundial de RTC.

Eles disponibilizaram várias informações sobre nossa implementação no site www da IBM com acesso livre para todos que tiverem interesse:

http://www-01.ibm.com/software/success/cssdb.nsf/CS/CCLE-7UZUKJ

Há um link para o PDF a direita.

Essa ferramenta tem ajudado a resolver muitos problemas do nosso dia a dia e esse Case Study foi muito bacana porque poucas empresas do Brasil tem referencias publicadas nesta database. Sinal que estamos fazendo coisas boas e no caminho certo :)

Para quem trabalha com desenvolvimento de software e ainda não conhece o RTC, não deixe de espiar o site jazz.net. A ferramenta é 3 em 1 (controle de mudança, controle de versão e integração continua) e possui muitos recursos para desenvolvimento agil (como SCRUM) e também pode ser utilizada em outro cenários mais tradicionais.

Informações sobre este case também foram apresentados nos eventos Rational Comes to You em várias cidades este ano.

Rational Comes to You – BH

Bruno Braga on August 10th, 2009

Dia 12/08 (quarta-feira) vai acontecer o evento Rational Comes to You aqui em BH organizado pela IBM.

Será na Sucesu e a entrada é gratuita.
O foco é ferramenta de testes (segurança) e plataforma Jazz. Na parte final do evento (Case de Sucesso) eu devo falar alguns minutos sobre a implementação de Rational Team Concert (RTC) na GVS.

Mais informações no folder abaixo:

http://www-03.ibm.com/e-business/br/campaign/2009/downloads/rational_comes_to_you_mg.html

IBM Rational Software Conference 2009

Bruno Braga on June 17th, 2009

Dos dias 31 de maio a 04 de junho aconteceu em Orlando, FL o Rational Software Conference 2009.

Estive presente no evento pela primeira vez e vou tentar compartilhar minhas impressões. Alias é muito difícil resumir o que foi um evento desse porte porque existiam muitas trilhas e assuntos paralelos e não é possível acompanhar tudo ao mesmo tempo. No meu caso priorizei a parte de gerenciamento de projetos, gerenciamento de requisitos e gerencia de configuração.

Mas independente das trilhas, como era de ser esperar duas palavras ditaram a maioria dos temas do evento: Agile e Jazz.

Falando em Agile, a vários anos a IBM tem como lider de desenvolvimento Agile um dos mentores do desenvolvimento agil: Scott Ambler mas o termo Agile só começou a ser muito difundido pela IBM em 2008 as vésperas do lançamento do RTC (Rational Team Concert) que foi totalmente desenvolvido com metodologia ágil e destinado a equipes ageis (apesar da ferramenta ser flexível e pode ser utilizada com RUP e outras metodologias).

Neste ano as palestras sobre Agile mostraram como utilizar ferramentas IBM Rational para desenvolver software usando metodologia ágil e também deram uma visão aos usuários RUP (Rational Unified Process) que alguns pontos dos seu processo poderiam ter conceitos ageis, o que de certa forma já era conhecido através do OpenUP. Foi mostrado alguns cases de sucesso dessas abordagens.

Em relação a plataforma Jazz, a IBM fez o anuncio de algumas ferramentas como o Rational Focal Point for Project Management que é uma ferramenta de Portfolio de Projetos e vem com o objetivo de substituir o antigo Rational Portfolio Management e ser 100% compativel e integrado com a plataforma Jazz e o RTC. Foi anunciado também o Rational Insight para relatórios, gráficos e acompanhamento da evolução dos projetos. Ele é um produto baseado no IBM Cognos (ferramenta de BI) e acessará a base de dados de todas as ferramentas Rational com a possibilidade de fazer o cruzamento de dados. Falando em novas ferramentas, aconselho a leitura do meu post anterior: Novo ALM da IBM.

Para empresas que estão preocupadas na evolução continua do desenvolvimento de software e usam ou pretendem usar produtos IBM Rational para aumentar a produtividade, aconselho fortemente a participação no RSC. A possibilidade de conseguir informações diretamente na fonte com desenvolvedores e gerentes dos produtos é sensacional. Além é claro do tamanho do evento e diversidades de assuntos e tendências.

Seguem algumas fotos do evento:

Rational Labs:

Palestra sobre ALM e Jazz:

Scott Ambler e Grady Booch:

Mais fotos:

http://www.flickr.com/groups/rsc2009/pool

Novo ALM da IBM

Bruno Braga on May 10th, 2009

Para quem trabalha com desenvolvimento de software, é importantíssimo ter boas ferramentas para auxiliar e facilitar  o trabalho da equipe.
A integração entre essas ferramentas e conseqüentemente entre o trabalho das pessoas também é desejavel, e é realizada por soluções ALM (Application Lifecycle Management) que cuidam de todo o ciclo de vida da construção do software.

Dois exemplos de empresas que possuem soluções ALM são a Borland e a IBM, e esta última está “repaginando” seus softwares (especificamente da brand Rational) com novos lançamentos desde o ano passado.
Como usuário vejo essa reformulação sendo construída em cima de dois pilares importantes:

  • integração mais transparente entre as ferramentas – todas estão utilizando como base a plataforma Jazz desenvolvida pela IBM;
  • foco em web 2.0 e tecnologias modernas – neste ponto não confunda web 2.0 com ajax, existe muitas outras coisas por tras como usabilidade, experiência do usuário, customização, etc…;

O Rational Team Concert

O primeiro grande lançamento (junho 2008) utilizado plataforma Jazz foi o Rational Team Concert (RTC) que é uma ferramenta excelente de Software Configuration Management e Change Management, e já comentamos sobre ele aqui no blog. Inclusive me arrisco a dizer que o RTC é o melhor sofware IBM Rational atualmente. Ele ainda não é tão difundido no Brasil porque é relativamente novo, mas tem futuro!

Outros lançamentos 2008

O RTC foi o primeiro passo, o caminho a ser seguido por outras ferramentas Rational. E como era de se esperar no final de 2008 foi lançado o Rational Quality Manager (RQM) e Rational Requirement Composer (RRC) que também usam a plataforma Jazz.

Um pequeno inconveniente é que apesar de utilizar a mesma tecnologia, a versão 1.0 do RTC, RRC e RQM trabalham em databases separadas (não podem compartilhar o mesmo banco) e isso dificulta a integração de usuários e dados dos projetos.

Mas todos estes itens estão sendo tratados pela IBM de forma muito transparente no site jazz.net e uma integração maior entre o RTC, RRC e RQM está previsto para a versão 2.0 que será lançada em junho de 2009.

Um bom link para verificar essa integração funcionando é esse post/vídeo no blog dos desenvolvedores:
Surfing the Collaborative ALM web – RTC, RQM, and RRC

Lançamentos 2009

Muitos lançamentos e roadmaps de 2009 serão anunciados no Rational Software Conference 2009 (RSC) que acontece em Orlando a partir do dia 31 de maio.

Vou estar no RSC em Orlando e talvez eu consiga ver de perto algumas novidades.
Mas muitas delas já estão claras a algum tempo e pode ser visto no próprio material de divulgação da plataforma Jazz no jazz.net:

Além dos 3 softwares Jazz (RTC, RQM, RRC) que já foram lançados e estão pertos da versão 2.0, no RSC será divulgado um novo software de “Enterprise Reporting” para extrair dados e relatórios dos projetos e um novo software de “Project Management” já que o Rational Portfolio Management foi descontinuado. Como é possível ver na figura, todos eles utilizarão a plataforma Jazz.

Por questões profissionais já sei o nome dessas novas ferramentas e participo do programa beta delas (restrito), mas por enquanto não posso divulgar muitos detalhes.

Para terem uma idéia do que é esse novo ALM, atualmente os projetos da plataforma Jazz consomem o maior investimento da IBM na área de softwares em comparação entre as brands – Websphere, Lotus, Rational, etc… Além de um investimento pesado, a equipe é formada por profissionais do projeto Eclipse e grandes nomes como Erich Gamma, Grady Booch, Scott Ambler. Com esse foco todo não da para duvidar do sucesso dessa empreitada.

Aqui no blog já citamos várias coisas boas do Rational Team Concert (RTC). E para ser justo esse post será sobre um de seus poucos gaps (e um gap por pouco tempo).

Como a idéia da ferramenta é ter uma ambiente colaborativo, onde as pessoas trabalham de forma mais integradas, sem tanta burocracia, alguns pontos de controle ainda não foram implementados no Team Concert.
Nesse post vou comentar sobre isso e como contornar e implementar um controle de permissão a nível de arquivos no RTC 1.0.

O problema: se um projeto tiver arquivos confidenciais que não deseja compartilhar com o resto da sua equipe (como planilhas financeiras), você não vai conseguir configurar / bloquear esse acesso dentro do RTC. Como dissemos, não existe essa funcionalidade na versão 1.0.

Para não criar confusão, o controle de permissões existe no RTC, porém são permissões a nível de funcionalidades da ferramenta, como quem pode criar queries, quem pode alterar o dashboard e assim por diante. Mas permissões de leitura / escritas em arquivos, pastas e componentes ainda não estão disponíveis.

Workaround

Para contornar esse problema, implementamos para a Global Value (GVS) duas instancias de RTC no mesmo servidor. Com isso mantemos em um RTC alguns tipos de arquivos (liberados) e no outro somente a parte financeira e de gerenciamento. Como o acesso ao RTC precisa de login, só tem acesso a parte financeira quem tem usuário nesse RTC (poucos usuários).
Essa foi uma sugestão da própria equipe de desenvolvimento do RTC e pode ser encontrada nos fóruns do produto. No momento essa é a maneira de bloquear o acesso a alguns arquivos do projeto.

Solução final

A solução definitiva está vindo de duas melhorias:

O item 63844 foi sugestão nossa ainda em 2008 (lembre-se o desenvolvimento do RTC é aberto para a comunidade).
A boa notícia é que essa é uma das poucas limitações relevantes dessa excelente ferramenta e parte dessas melhorias vão estar disponíveis na versão 2.0 em junho 2009.

Então essa é uma issue com os dias contados.

Aproveitando o assunto, a versão 2.0 M2a já está disponível em http://jazz.net e já é possível ver várias novidades do RTC 2.0.

Acompanhando projetos no Rational Team Concert

Bruno Braga on December 20th, 2008

Meu último post foi sobre a campanha de ajuda ao Sr. Ping. Ele estava perdido no espaço e queria fazer contato com sua equipe / projeto. A solução encontrada foi utilizar o Rational Team Concert (RTC), uma ferramenta colaborativa da IBM para suportar o desenvolvimento de software.

Então vamos aproveitar esse tema e ver tecnicamente como é possível acompanhar um projeto no Rational Team Concert através do Load Bars e Progress Bars. Obs: pesquise também outras maneiras de realizar o acompanhamento, como feeds, notifications, reports, etc…

Antes de mais nada, para quem ainda não conhece o RTC ele é baseado na plataforma Jazz, é desenvolvido com ajuda da comunidade (eclipse way), possui conceitos modernos,  foco em desenvolvimento ágil e entre os vários recursos tem controle de atividades, gestão de código, build, times, interation plans, entre outros…

No RTC muitas pessoas tem curiosidade para saber como é calculado as barras de progresso de cada iteração e plano do projeto. O que são aqueles números? Qual a diferença da barrinha verde clara e escura? O que quer dizer a vermelha? Existem vários links do RTC sobre o tema, mas vou resumir o assunto neste post e colocar algumas considerações.
Primeiro vamos entender quais são os dois tipos de barras de progresso:


Load Bars

É uma barra de progresso individual, ela faz o paralelo entre o trabalho alocado para uma membro do time e o tempo restante da iteração.  Essa estatística é uma resposta rápida para: “Eu tenho tempo para terminar todo o meu trabalho previsto nesta interação?”
Assim os gerentes podem realocar atividades de acordo com a carga de trabalho de cada recurso.
Essa informação está disponível na view “Team Central” na seção “Team Load”.
Ao acessar o “Team Load” será exibido um “Load Bar” para cada recurso do time.
Exemplos:

Indica que 18 das 104 horas de trabalho desta iteração já foram alocadas para este recurso. A barra branca (neste contexto) e o label verde indicam que 86 horas de trabalho desse recurso não estão associadas a nenhuma atividade (você tem tempo sobrando) nesta interação.
Seu trabalho está excedendo o tempo disponível: há 137 horas planejadas para você para 104 possíveis nesta interação. Você está sobrecarregado em 33 horas mostradas pelo label e barra vermelha.


Progress Bars

Mostra uma estatística analisando os workitems fechados e abertos. Elas estão disponíveis nos Iteration Plans e devem ser tratadas como: “Considerando todo o trabalho da interação, como estamos no momento? Qual o status?”

Se existe um target (data fim) para a iteração e algum trabalho já foi realizado, é exibida também uma projeção para o plano. A projeção assume que o trabalho futuro será realizado com a mesma velocidade do trabalho já realizado naquele plano.
Então se passaram 9 horas de trabalho e foi completado um trabalho estimado em 3 horas a projeção assume que é necessário 3 vezes mais tempo do que o estimado para o trabalho restante. Esse calculo é comparado com o tempo disponível na iteração. Se for menor você está adiantado. Se for maior você está atrasado de acordo com a projeção.

Um detalhe importante: Para esses cálculos não é necessário lançar horas (time spent). A projeção é calculada considerando o tempo que já passou e a quantidade de trabalho realizado.
O time spent somente será utilizado SE a previsão para realizar a atividade estava errada e foi preenchido o time spent para corrigi-lá, neste caso o esforço da atividade deixa de ser o estimado e passa a ser esse valor do time spent (realizado).
Exemplos:

A barra de progresso mostra que 48 das 219 horas foram realizadas. Não há projeções (a iteração não tem data para finalizar).
Uma barra de progresso com projeção. Ela mostra que 45 das 80 horas foram realizadas e que você está indo melhor do que o esperado. A parte verde clara mostra o quanto você está adiantado nesta projeção.
Você está atrasado 5 horas. A barra mostra que 4 das 21 horas foram completadas. O esperado era que você tivesse completado 9 horas de trabalho e a barra vermelha ilustra onde você deveria estar.


Então resumindo: essas estatísticas são auto-alimentáveis à medida que as datas do projeto vão sendo previstas (data das iterações) e que o trabalho vai sendo realizado pela equipe. Quanto mais verde estiver a barra de progresso melhor está o andamento do seu projeto. O verde claro pode indicar que você estimou errado (mais tempo do que o necessário) ou que tem uma equipe muito boa.
O vermelho nunca é bom. Mesmo que esteja fazendo as tarefas mais difíceis primeiro e pretenda recuperar no final, o vermelho indicaria que a previsão dessas tarefas foi errada.

Utilizando iterações e planos corretamente você tem um feedback online se as estimativas estão corretas e pode agir rapidamente para evitar atrasos no projeto.

Esses dados são um aliado se forem utilizados corretamente.