Rational Team Concert - de olho também no legado

Bruno Braga on October 20th, 2008

O Rational Team Concert (RTC) foi o primeiro produto do projeto Jazz da IBM, que tem o foco em criar um ambiente mais colaborativo para o desenvolvimento de software - “People building great software, together” (slogan do projeto).
A primeira versão do RTC foi liberada dia 30 de junho e as primeiras impressões sobre ele são muito boas e podem ser encontradas facilmente em vários blogs.

Para quem nunca usou o RTC, ele possui fácil instalação (ao contrário de muitos softwares IBM), já trás embutido um controlador de versão e um controle de atividades similar ao JIRA (que é excelente). E além do foco colaborativo ele tem recursos fortes de Web 2.0.

Então o RTC está sendo uma boa resposta da IBM há algumas limitações do ClearCase (CC) / ClearQuest (CQ), que são softwares com mais de 10 anos. Apesar deu ter mostrado o lado bom do CC e CQ aqui no blog (post1, post2), muitas pessoas sabem que configurar e trabalhar com o CQ e principalmente o CC não é algo tão simples =)… é preciso alguém com um bom conhecimento sobre essas ferramentas.

Com o lançamento do RTC criou-se a dúvida: quem tem ClearCase, deve migrar para o RTC? E quanto a quem pretende usar o RTC e possui outros SCMs (Software Configuration Management) como o SVN e CVS?
A resposta sobre realizar a migração é depende.
Se estiver usando o CVS, certamente será necessaria a migração. Em compensação o RTC veio com suporte ao “legado” (se é que podemos falar assim) do SVN e ClearCase e eles ainda podem ser utilizados como o controlador de versão principal.
O único problema hoje é que o conector do RTC para o ClearCase / ClearQuest é apenas um “replicador” de dados. Ou seja: os arquivos criados no ClearCase são replicados para o controlador de versão do RTC. Então na prática os arquivos estão nos dois lugares.

Isso não é algo muito legal, e eu mesmo abri uma solicitação de melhoria em Agosto para o RTC delegar a responsabilidade de controlador de versão para o ClearCase em vez de replicar os dados, seria uma ponte real entre os dois softwares. A solicitação foi aprovada e acredito que será lançada nas próximas versões (existe uma discussão para ver se entra na versão 1.1 do RTC).

Mas qual a vantagem desse “bridge” ou conector entre o RTC e o CC, se o RTC já tem um controlador de versão?
Pelo que pude perceber da equipe dos projetos é que o ClearCase, ClearQuest e outros softwares da Rational vão receber influencias do Jazz e estarão cada vez mais alinhados com esse projeto. Então o controlador de versão do RTC continuará sendo distribuído como uma solução de fácil instalação e com recursos para a maior parte das equipes de desenvolvimento, e a integração com o ClearCase será uma opção mais robusta e com recursos não disponíveis no RTC como multisite e outros. Então o plano de migrar do ClearCase para o RTC hoje pode parecer fazer algum sentido por causa das limitações do conector disponível no RTC 1.0 (um replicador) e por aparentemente os softwares serem concorrentes, mas para o futuro talvez não seja a escolha correta dependendo do tamanho da equipe e dos recursos necessários. Manter o investimento no ClearCase e utilizar o conector ou bridge é a melhor no momento. A maior complexidade é justificável.

Em relação ao SVN depende da estratégia de cada equipe. O SVN é free. Não haveria perda de nenhum investimento ao migrar para o controlador de versão do RTC. O que pode ser feito é utilizar os dois juntos por um período de avaliação e depois realizar a migração dos dados para o RTC se for o caso, já que dificilmente o SVN terá mais features do que o controlador de versão do RTC e quanto mais softwares para “a mesma coisa”, maior a complexidade.

Nos próximos posts eu vou comentar algo sobre o Rational Quality Manager e Rational Requirements Composer que estão sendo desenvolvidos utilizando o Jazz.

Algumas imagens do RTC:

Rational Team Concert Rational Team Concert

Subscribe to this blog's RSS feed

Antes de mais nada, as pessoas costumam confundir os nomes ClearCase e ClearQuest (ferramentas IBM Rational), afinal são nomes bem parecidos. Mas apesar destas ferramentas trabalharem de forma integrada (opcional), uma tem o papel totalmente diferente da outra.

Meu post anterior foi sobre o ClearCase (CC): Controladores de versão - ClearCase Base vs ClearCase UCM.

E aqui vamos introduzir o ClearQuest (CQ) e comentar o objetivo de integrar essas duas ferramentas.

Primeiramente para resolvermos o problema dos nomes parecidos, vamos imaginar que a sigla do ClearCase - CC é um C de Código - ela armazena código / arquivos, já que é um controlador de versão. E para o ClearQUEST, podemos dar atenção ao Quest que é “busca / investigação” - essa ferramenta entre outras coisas pode gerenciar bugs e um dos processos para resolver bugs é investigar, correto?

O ClearQuest é uma ferramenta que possui muita flexibilidade para automatizar workflows e seu maior uso é no controle de mudanças de software. Nele podemos cadastrar e acompanhar bugs, atividades, e controlar qualquer outro tipo de trabalho a ser realizado pela equipe.

Mas o que isso tem a ver com o ClearCase? Bom, já vimos anteriormente que o ClearCase UCM solicita uma atividade em cada check-in. Isso cria uma ligação do código do check-in com a atividade que o desenvolvedor está trabalhando.
A desvantagem nesta afirmação é que o controle de atividades do ClearCase é muito simples, já que esse não é o foco da ferramenta. No ClearCase uma atividade é composta apenas pelo título, não tem descrição, status do andamento, relatórios ou nada poderoso para gerenciamento. Bom, ai é que entra o ClearQuest: ele tem todos esses controles e mais um pouco. E caso sua equipe não esteja satisfeita, ela pode customizar os formulários, acrescentar campos, mudar status, alterar ações, estados e o workflow da solicitação. Isso faz do ClearQuest uma ferramenta excelente ferramenta mesmo sendo utilizada sem a integração com o ClearCase, e é uma das minhas preferidas do portfolio IBM.

Mas voltando ao assunto principal do tópico, associando uma atividade do ClearQuest em cada checkin de arquivos (resultado da integração das ferramentas) é possível ter um controle maior do projeto e do que e foi desenvolvido.
Exemplo:

  • é possível manter a rastreabilidade de atividades do projeto para código, ou até ir mais além: usar a customização para criar um cadastro de caso de uso no CQ, relacionar o caso de uso com uma atividade do CQ e podemos extrair como informação todos os arquivos que foram alterados ou criados ao implementar determinado caso de uso. Esse é um dado importante para analise de impacto;
  • algumas vezes não queremos buscar a última versão do código do controlador de versão porque ele contém partes de aplicativos que estão pela metade. Precisamos fazer um pacote com o produto, mas no ponto que queremos não existe nenhum label (marco importante). Então com essa integração uma opção é contruir esse pacote baseado nas atividades que queremos que esteja no pacote (ex: Implementação Caso de Uso 1, Implementação Caso de Uso 2, etc..).
  • o GP tem maior controle de cada atividade do projeto. Sabe quais já foram iniciadas, em que o desenvolvedor está realmente trabalhando (são as atividades “alteradas” por último com os arquivos), e pode até fazer um script de métrica que calcule quantas linhas de código foram alteradas em cada atividade, para “sugerir” um esforço / custo por atividade.
  • etc…

Então ligando o nosso produto de trabalho (documentos, diagramas, códigos) as atividades que realizamos no dia a dia, ganhamos um leque a mais de opções e dados que podem ser utilizados para melhorar o gerenciamento e qualidade do projeto.
Partes desses controles também são importantes em certificações com o CMMi.

Independente do processo de desenvolvimento de software adotado (RUP, desenvolvimento ágil, etc..), sua empresa certamente utiliza um software para fazer as gestão dos fontes de projetos. Entre os controladores de versão mais populares estão o CVS e SVN (gratuitos).  Atualmente eles são os softwares mais utilizados nesta categoria - certamente isso é impulsionados por projetos de software livre.
Talvez por este motivo, a maior parte das pessoas pouco sabe sobre outros softwares similares como o Rational ClearCase da IBM. Antes de mais nada, com certeza o objetivo deste post não é fazer propaganda, mas explicar (para quem quer conhecer) um pouco do ClearCase e a diferenças entre seus dois modos de projetos: Base e UCM. Para facilitar o entendimento, em alguns pontos do post, vou tentar fazer um paralelo com ferramentas mais populares - CVS, SVN.

Atualmente no trabalho divido minhas tarefas de Arquitetura de Software Java com suporte a instalação, configuração e utilização de ferramentas IBM Rational. Entre elas o ClearCase. Então vou dedicar uma parte dos meus posts a ferramentas IBM e o que elas podem agregar de valor em projetos.

Olhando do ponto de vista administrativo, o ClearCase possui N features e ferramentas que facilitam o gerenciamento de um projeto. Mas não vamos entrar nestes detalhes neste post. A idéia neste momento é olhar do ponto de vista de um usuário final (um desenvolvedor por exemplo).

Então, mãos a obra: conforme comentei o ClearCase permite criar dois tipos de projetos: Base e UCM.
Um projeto do ClearCase Base possui recursos similares ao SVN e CVS. Para esse “similar” entenda a presença dos conceitos e recursos básicos: check-in, check-out, branch, labels, etc…

Já no ClearCase UCM as coisas são um pouco diferentes. Além das funcionalidades do ClearCase Base, existem novos recursos e conceitos desconhecidos para muitas pessoas por estarem acostumadas somente ao mundo SVN / CVS, que são dois softwares excelentes e eu mesmo utilizo o SVN em meu projeto de Software Livre.

No ClearCase UCM (Unified Change Management) exitem três palavrinhas chave que fazem muita diferença: Stream, Rebase e Delivery. Elas vão nos forçar a trabalhar de uma outra maneira com o código fonte do produto.

Para explicar essas diferenças no momento de utilização da ferramenta vou fazer um paralelo entre dois termos: Branch e Stream.

Um branch a maioria de nós conhecemos. É uma ramificação no controlador de versão do fonte do nosso projeto (main). Essa ramificação é muito utilizada para realizar manutenções evolutivas e correções no software.
Vejamos a figura abaixo:

Como o branch força o trabalho da equipe em área separadas, ele pode evitar que o código parcial de uma manutenção evolutiva (que está sendo implementada a algumas semanas) vá por engano para homologação/ produção junto com a correção de um bug simples aberto e corrigido nas últimas horas.

Mas o branch não evita um problema comum do desenvolvimento de software empresarial (que geralmente não tem a figura de commiters): a quebra do build ou funcionamento interno (em desenvolvimento) do aplicativo. Se uma pessoa fizer algo errado e realizar o check-in, essa pessoa pode impactar o trabalho de outras pessoas, mesmo em projetos com testes unitários. Um software de integração continua não evita esse problema porque geralmente ele realiza o build do que já está no controlador de versão, e mesmo assim ele não consegue validar todos os tipos de problemas (como em XMLs). Então sempre há um jeito de atrapalhar o trabalho de outro desenvolvedor com um check-in equivocado =P

Para evitar isso o ClearCase UCM existe a opção de utilizar o que é chamado de desenvolvimento em paralelo que é um pouco diferente do conceito do CVS / SVN ou mesmo ClearCase Base.
No ClearCase UCM o cenário de qualquer projeto em equipe teria essas características:

  • cada desenvolvedor que conectar ao projeto, terá automaticamente um “branch” exclusivo para trabalhar - no UCM esse “branch” é chamado de stream;
  • o check-in de um desenvolvedor não causa impacto em outro desenvolvedor porque cada desenvolvedor trabalha na sua stream;
  • todo check-in é relacionado uma atividade então é possível relacionar o código com atividades do projeto;
  • entre outros…

Estes são apenas algumas características do ClearCase UCM, mas a partir delas já podemos entender como é diferente a maneira de utilizar. Vantagens? Vejamos:
Com streams separadas para os desenvolvedores um desenvolvedor não impacta no trabalho de outro. Após um desenvolvedor realizar vários check-ins de “código parcial” para a mesma atividade. Ao acabar de implentar uma determinada funcionalidade, ele fará um Delivery (entrega) da atividade. Nesse momento todos vão poder ver a implementação deste desenvolvedor através do que é chamado de Stream de Integração.
Mas calma, ainda não é possível baixar para a sua Stream a implementação de outro desenvolvedor. Isso acontece porque ainda sim, mesmo dizendo que terminou a atividade o desenvolvedor pode ter feito algo errado, e isso poderia quebrar o seu build. Então o fluxo da ferramenta agora é a validação da Stream de Integração (seja com ferramentas de integração continua ou testes funcionais) e depois a promoção de atividades liberadas pelo desenvolvedor na stream de integração para uma baseline. A partir desse momento qualquer pessoa pode baixar a última versão do código para sua stream (operação chamada de Rebase), afinal o que está na baseline é o fonte correto.

Alguns desses conceitos como baseline são conceitos de Configuration Management (CM) ou Gerência de Configuração, e é dai que vem o nome UCM do ClearCase - Unified Configuration Management. É uma ferramenta construída e baseada nas melhores práticas de CM. Não é atoa que muitas vezes é citada por consultores de CMMi ou MPS.br.

Para completar, segue alguns conceitos de termos novos (considerando o SVN / CVS) que vimos neste post:

  • Stream: em poucas palavras pode ser entendido como um branch integrado a atividades, e geralmente as stream são separadas por desenvolvedores e existe uma de integração - o que não acontece em branchs do SVN, CVS ou ClearCase Base;
  • Delivery: é a entrega do código de uma atividade para a stream de integração;
  • Rebase: representa a atualização da sua stream de desenvolvimento a partir de uma baseline;

Até a próxima!

JMS com Spring

Bruno Braga on July 22nd, 2008

Eu estava viajando, então estive ausente do PC por alguns dias :P
De volta agora é hora de colocar o assunto em dia.

Em dois posts anteriores eu falei algo sobre JMS. Um que tratava da integração do Oracle com Java e outro da comunicação do Websphere MQ via JMS. Então para completar o assunto vou mostrar na prática como enviar e receber mensagens usando JMS e Spring.
Provavelmente esse post vai ser melhor aproveitado por quem já conhece ou utiliza o Spring, mas como é um framework popular é fácil encontrar referencias sobre suas configurações na web.

Connection Factory:

Nosso objetivo é enviar mensagens via JMS para o Websphere MQ (MQSeries), dando seqüencia ao post Websphere MQ e JMS. Para isso vamos usar o Connection Factory da IBM com.ibm.mq.jms.MQQueueConnectionFactory para gerenciar a conexão. Segue abaixo o trecho de configuração disso no Spring (arquivo applicationContext.xml):

<bean id="jmsQueueConnectionFactory" class="com.ibm.mq.jms.MQQueueConnectionFactory">
	<property name="hostName">
		<value>${mq.hostName}</value> 
	</property>
	<property name="queueManager">
		<value>${mq.queueManager}</value>
	</property>
	<property name="channel">
		<value>${mq.channel}</value>
	</property>
	<property name="port">
		<value>${mq.port}</value>
	</property>
	<property name="transportType">
		<value>1</value>
	</property>
</bean>

Esse transportType é referente ao tipo de comunicação utilizado. O valor 1 é referente a constante  com.ibm.mq.jms.JMSC.MQJMS_TP_CLIENT_MQ_TCPIP que diz que a comunicação é via TCP IP.

Configuração:

As demais configurações do Spring para JMS são simples, e similares a isso:

<bean id="jmsSpringConnectionFactory" class="org.springframework.jms.connection.SingleConnectionFactory102">
	<property name="targetConnectionFactory">
		<ref local="jmsQueueConnectionFactory" />
	</property>
</bean>
 
<bean id="jmsQueueTemplate" class="org.springframework.jms.core.JmsTemplate102">
	<property name="connectionFactory" ref="jmsSpringConnectionFactory"/>
	<property name="pubSubDomain" value="false"/> <!-- false seta para queue (point to point) -->
	<property name="receiveTimeout" value="500"/>
</bean>

Utilização:

Para usar é muito simples, basta instanciar o Spring e depois enviar e receber mensagem com praticamente uma linha de código.

Instanciando o Spring:

BeanFactoryLocator bfs = SingletonBeanFactoryLocator.getInstance("applicationContext.xml");
BeanFactoryReference bf = bfs.useBeanFactory("mqSpring");

O Spring irá instanciar as classes configuradas nos beans, e a partir dai é só usar.

Enviando mensagem:

JmsTemplate jmsTemplate = (JmsTemplate) bf.getFactory().getBean("jmsQueueTemplate");
jmsTemplate.convertAndSend("fila", "mensagem");

Recebendo mensagem:

JmsTemplate jmsTemplate = (JmsTemplate) bf.getFactory().getBean("jmsQueueTemplate");
TextMessage textMessage = (TextMessage) jmsTemplate.receive("fila");

Listener:

Uma outra opção para receber mensagens do MQ é criar um listener que fica escutando uma determinada fila e irá receber automaticamente novas mensagens.

<bean id="messageListener" class="br.com.globalvalue.exemplomq.ExemploListener" />
 
<bean id="jmsListenerContainer" class="org.springframework.jms.listener.DefaultMessageListenerContainer">
	<property name="connectionFactory" ref="jmsSpringConnectionFactory"/>
	<property name="messageListener" ref="messageListener" />
	<property name="destinationName"><value>${mq.queue.inbox}</value></property>
</bean>
public class ExemploListener implements MessageListener {
	public void onMessage(Message message) {
		if (message instanceof TextMessage) {
			try {
				System.out.println(((TextMessage) message).getText());
			}
			catch (JMSException ex) {
				throw new RuntimeException(ex);
			}
		}
		else {
			throw new IllegalArgumentException("Message must be of type TextMessage");
		}
	}
}

Para executar o código é necessário os jar`s do Spring (e dependencias) e os jar`s da IBM para o Websphere MQ. Espero que o nível de detalhes tenha sido suficientes. Vimos que se o projeto utiliza Spring é fácil enviar e receber mensagens utilizando JMS, mesmo com classes (Factory) de terceiros como no caso do nosso exemplo para Websphere MQ.

Websphere MQ e JMS

Bruno Braga on July 4th, 2008

Existem várias formas de realizar comunicação entre aplicações. Entre elas estão: troca de arquivos,  compartilhamento de banco de dados, chamada de métodos remotos (RMI, SOAP) e mensageria.

O MQ (Message Queue) é um padrão para mensageria adotado por várias empresas, entre elas a IBM que possui o produto Websphere MQ (antigamente chamado de MQSeries).

Um dos pontos fortes do MQ se comparado com outras tecnologias é a troca de mensagens assíncronas e garantia de entrega. Ou seja: conseguimos enviar uma mensagem para a fila de um aplicativo sem que este aplicativo esteja no ar e sem ficar parado esperando uma resposta (comunicação assíncrona). Temos ainda a certeza de que se a mensagem saiu da fila é porque ela foi lida (entregue).
Uma comunicação como esta é muito mais segura do que um envio de e-mail, troca de arquivos ou transferências de dados similares.

Um detalhe importante é que apesar da comunicação ser assíncrona, é possível utilizá-la de forma online - onde enviamos e recebemos a resposta em “tempo real”. Vou explicar neste post como isso funciona. Alias, já vi implementações que tentam dar essa aparência de comunicação online realizando pooling (loop) nas filas do MQ para verificar se existem novas mensagens. Mas isso não é o procedimento correto. O MQ permite que a aplicação assine uma fila e receba novas mensagens automaticamente sem perder tempo no pooling ou degradar o ambiente.

No caso do Websphere MQ podemos realizar a comunicação de duas maneiras: a primeira é utilizando o Websphere MQ Client que possui uma API para programação em C, Cobol, CPlus, .Net, Java e VB 6. E outra forma bastante útil para o pessoal de Java é utilizando JMS (Java Message Service). O produto Websphere MQ suporta JMS, e neste caso não é necessário instalar ou utilizar o Websphere MQ Client.

Como este é um blog sobre Java vamos citar alguns detalhes da comunicação usando JMS.

Olhando a arquitetura do JMS existem maneiras diferentes de realizar a interação com uma fila (queue).
A primeira é uma comunicação ponto a ponto onde a aplicação 1 envia mensagem para uma fila e somente a aplicação 2 irá ler. Vejamos a imagem abaixo:

Neste modo ponto a ponto, quando a aplicação 2 ler a mensagem via JMS o próprio protocolo irá enviar um acknowledge para a fila (comportamento padrão) e a mensagem será apagada pelo MQ (leitura ocorreu com sucesso).

Se pararmos para pensar esse modo não funcionará caso seja necessário enviar a mesma mensagem para mais de uma aplicação. Outro problema de partir do cliente a requisição de mensagens é que ele teoricamente tem que fazer pooling, verificando de tempos em tempos se existem novas mensagens na fila.

Se for necessário contornar essas limitações existe uma outra forma de comunicação, que é a Publish and Subscribe. Onde vários aplicativos podem assinar uma vila e receber as mensagens quando chegarem. A mensagem só será apagada da fila quando todos receberem.

Um detalhe interessante é que as mensagens não precisam ser necessariamente do tipo texto. O JMS suporta os seguintes tipos de dados: text, map, bytes, stream, e object. O stream é uma boa opção para mensagens muito grandes (enquanto uma ponta está enviando a mensagem a outra já pode ir recebendo), enquanto o tipo object está mais próximo de linguagens orientadas a objeto.

Bom, basicamente é assim que funciona. Nós próximos posts vou tentar mostrar alguns passos de como escrever uma aplicação que envie e receba mensagens via JMS.

POT IBM sobre SOA no Rio

Bruno Braga on August 4th, 2007

Agora em julho eu estive na IBM do Rio pela GlobalValue, e fui participar de um POT (Proof of Technology) sobre SOA.

O POT é uma espécie de mini-curso voltado para apresentação de tecnologias e ferramentas. Neste caso eles deram uma visão rapida de SOA e partiram para a apresentação das ferramentas IBM nesta área (que era o importante).

Estavam presentes pessoas ligadas a empresas no Rio como Petrobrás, CyberLynxx, e eu de mineirinho :]

Foi bem bacana, não só conhecer as ferramentas como também a estrutura da IBM no Rio. A única parte ruim foi a volta, no meio daquela confusão toda de avião caindo, aeroporto do rio também pegando fogo, etc… :/

Bom, as ferramentas que vimos e conhecemos foram:
- Websphere Business Modeler
- Websphere Integration Developer
- Websphere Process Server
- Websphere Business Monitor
- Websphere Service Registry & Repository

Esse é um conjunto de ferramentas completo para todo o ciclo de vida SOA - modelagem, montagem, execução, monitoração e governança.

Para quem nunca ouviu falar nessas ferramentas, basicamente o analista de negocios modela os processos da empresa no Websphere Business Modeler, depois um profissional já com perfil de desenvolvedor faz a montagem e implementação dos processos no Websphere Integration Developer (que importa a modelagem do Modeler). Cada serviço do processo de negocio é publicado Websphere Service Registry & Repository, que serve como um repositorio de serviços da empresa, para facilitar a reutilização e outros… O processo de negocio quando pronto roda no Websphere Process Server, acessando vários serviços que estão conectados ao seu ESB. E o Websphere Business Monitor serve para monitorar e gerenciar os processos de negocio. Em poucas palavras é isso :P

Os instrutores foram o Luis Phelipe e Daniela da IBM Rio mesmo.
Qualquer dia to de volta por ai pessoal… :)

Tenho mais uma certificação de Java que quero tirar (e voucher para gastar). Depois vou ver se estudo um pouquinho e tiro a de SOA da IBM.

Outra plaquinha :)

Bruno Braga on July 21st, 2007

Agora em julho no segundo Townmeeting (encontro corporativo) de 2007 recebi mais um reconhecimento bacana na GlobalValue (empresa da IBM em que trabalho). Segue a imagem abaixo:

O reconhecimento são por projetos que eu estou fazendo. Entre eles o PortalGVS (http://www.globalvalue.com.br) que é em Websphere Portal e o GlobalSafe que é um projeto interno bem bacana - disponibiliza serviços de Autenticação / Autorização / Menu e outros para novas aplicações. Além disso tem as minhas atividades diarias na área de arquitetura Java. É….. trabalho é o que não falta :P

Valeu de mais. Agora o desafio é dar uma atenção maior para as minhas certificações, e manter o nível!!!

Destaque GVS 2006!!!

Bruno Braga on February 23rd, 2007

Aeee…

Pouco antes do carnaval, no Townmeeting com diretores IBM e GVS fui agraciado com o prêmio Destaque GlobalValue 2006.
Para quem não sabe a GlobalValue é uma empresa 100% IBM, e onde eu trabalho.

Sobre a imagem do certificado, se repararam no nome, queria dizer que eu não sou Mexicano. Uma pequena errata é que o Gonçalves é com ’s’, e colocaram ‘z’… Mas isso é o de menos =)
Também não expliquei, mas Townmeeting é uma reunião com toda a população da empresa sobre metas, desafios, planos, vitórias, entre outros…

Foi muito bom ter recebido esse prêmio. Sinal de que as coisas estão indo no caminho certo. Agora é mais responsabilidade e mais trabalho! Ainda tenho muitos objetivos para cumprir (principalmente relacionados a Java) e isso só me deu mais motivação e mais força para conseguir.

Curso de Websphere Portal (IBM)

Bruno Braga on January 24th, 2007

Terminei hoje minhas quase duas semanas de curso do Websphere Portal, da IBM. Instalação, Administração, Portlets, etc…
Além do detalhe que o curso ter sido bancado pela empresa :), achei a tecnologia bacana. É algo com certeza robusto, fácil e que permite muita reutilização, explorando o conceito de portlets e funcionalidades prontas do ambiente como um todo.

O acervo de portlets prontas da IBM e outros fabricantes também é impressionante. Desde que sigam o padrão JSR 168, é possível utilizar portlets de empresas diferentes no mesmo ambiente, o que é legal.
Por falar em padrão, o WSRP também é interessante e permite utilizar portlets que estão em outros servidores e até que utilizam outras tecnologias, como .net.

O custo da solução não é barata, mas dá para fazer algo bem bacana e sem re-inventar a roda.

Nas próximas semanas devo trabalhar focado na arquitetura de desenvolvimento com o Websphere Portal e nas mudanças do recém lançado IBM Rational Application Developer 7.
Espero que a tecnologia continue crescendo, trazendo boas novidades e consequentemente continuar lider de mercado segundo pesquisas do Gartner Group.